Hoje passamos para o nível hard da aventura europeia (e do exercício de convivência que está sendo esse confinamento de nós quatro): DEUTSCHLAND (é Alemanha em alemão. A segunda palavra que eu aprendo hoje. A primeira foi "Ausfahrt", no aeroporto, que eu não lembro mais como se pronuncia).
Acordamos bem cedo lá em Roma e, magicamente, conseguimos sair de casa no horário combinado. A mágica foi nos programarmos para sair meia hora antes. Assim, nosso tradicional atraso de meia hora deu o tempo certinho. Marcelo e io fomos apertatti no banco de trás, que nem na ida. Chegamos no aeroporto bem cedo, com tempo mais que suficiente para abrir as malas no chão do aeroporto e mudar as coisas de lugar para não ter que pagar excesso de bagagem, para tomar sorvete, para passear pelas lojas do free shop e para ficar dormindo no portão de embarque esperando o voo que estava atrasadão.
Acordamos bem cedo lá em Roma e, magicamente, conseguimos sair de casa no horário combinado. A mágica foi nos programarmos para sair meia hora antes. Assim, nosso tradicional atraso de meia hora deu o tempo certinho. Marcelo e io fomos apertatti no banco de trás, que nem na ida. Chegamos no aeroporto bem cedo, com tempo mais que suficiente para abrir as malas no chão do aeroporto e mudar as coisas de lugar para não ter que pagar excesso de bagagem, para tomar sorvete, para passear pelas lojas do free shop e para ficar dormindo no portão de embarque esperando o voo que estava atrasadão.
Finalmente, embarcamos de Roma para Paris (capotei, com a cabeça apoiada na mesinha, babando o voo inteiro) e, chegando lá, corremos como se nossas vidas dependessem disso para fazer a conexão para Bremen. Mas o vôo para Bremen também atrasou, então foi tranquilo. Só o que não foi tão tranquilo assim foi saber que nossas bagagens não viriam para Bremen com a gente, por "problemas técnicos" da companhia aérea. Saibam então, desde já, que é essa a razão caso eu apareça com a mesma roupa em muitas fotos.
Eis então que embarcamos no vôo de Paris para Bremen, num avião que era mais estreito que um ônibus. Sem hipérboles. Era muito pitico! E o vôo durou menos de 2 horas. Vim lendo e nem percebi o tempo passar. Chegando no aeroporto, estavam à nossa espera os novos personagens deste blog: Wolfgang (amigo do meu pai, que trabalhou com ele quando morou no Brasil) com uma bandeirinha do Brasil na mão, Gretel (mulher do Wolfgang), Christel (filha do Wolfgang, 25) e Max (filho do Wolfgang, 28). Os dois não moram mais com os pais, mas vieram passar a semana aqui só pra receber a gente! QUIFOFINHOS!
Minha mãe foi resolver o problema das bagagens e passar o endereço para eles entregarem as malas, enquanto nós interagíamos com a família Bair. Logo ela voltou e nós fomos para os carros para vir pra casa deles. E adivinha como foi a divisão dos carros: jovens em um e velhos no outro. "Joga as crianças no cercadinho pra elas ficarem amigas!" Esforçamo-nos e no fim das contas foi fácil. O Max é bem legal. Ele tem cabelão, um carro mais velho que eu e fitas cassete de álbuns ao vivo de bandas antigas. E hábitos alemães, tipo abrir a porta do carro pra mim, usar camiseta de manga curta no frio e, sendo o homem mais jovem, ser sempre prestativo. E a Christel é boazinha também. Simpática, delicada, com tom de voz baixo. E ambos falam inglês com sotaque alemão bonitinho.
Ao som de Queen, saímos de Bremen, onde fica o aeroporto, passamos por Walsrode - que é uma cidade de duas ruas, onde eles estudaram e onde fica o comércio - e viemos para a vila onde eles moram, que chama Hollige e é tão pequena que as ruas não têm nome. É exatamente como eu imaginava a Alemanha: com casinhas marrons de telhado triangular, muitas árvores e gatos. Eles nos mostraram a casa (tem um quarto para cada um! Fiquei chocada! Aliás, estou bem impressionada e até meio encabulada com a hospitalidade. Eles prepararam muita coisa! E na formalidade própria dos europeus) e nós sentamos na mesa da cozinha e começamos a tomar cerveja (até eu tava tomando! Cerveja alemã eu não podia negar, né?), mas logo os mais velhos chegaram, todos se distraíram e eu pude disfarçadamente largar a minha (não tem jeito. Não gosto de pão líquido amargo). A Gretel começou a fazer a janta, que já estava pré-preparada pra gente, enquanto o Wolfgang mostrava o jardim, com composteira, sisterna e gerador solar. Casa sustentável, sabe? Isso que é primeiro mundo!
Jantamos hamburguer de carne com maçã, batatas assadas e queijos e tomamos suco de flor de sabugueiro (muito delícia!). Depois fomos convidados a nos dirigir ao salão comunal, onde nos sentamos junto à lareira para tomar vinho e ver álbuns de fotos com os quatro e a Catrin, a inquilina deles, que é bem simpática e interessante :) Foi tudo legal e o Wolfgang é engraçado, mas sei lá... Tem toda uma cerimônia, sabe assim? Fomos convocados a ficar lá confraternizando, sendo que na verdade a gente tinha acordado às 6h30 e só queria um pijama emprestado (porque as senhoras bagagens fizeram o favor de não chegar hoje, como o pessoal do aeroporto prometera) para poder capotar.
Enfim meu pai explicou que a gente estava cansado e pediu licença para ir dormir. Aproveitamos a deixa e fomos todos. Agora estou aqui no meu próprio quarto com aquecedor ligado (porque, né, verão aqui é 14 graus) e o notebook com a bateria prestes a acabar. Então me vou! Beijos, beijos
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