sexta-feira, 28 de junho de 2013

Venerdi, 29 giugno

    Se ontem o dia foi cheio e estressante, hoje todos praticamos o hobby dos italianos: o dolce far niente (o doce fazer nada). Acordamos às 7h, tomamos banho e café da manhã e pegamos a estrada. Encontramos com a Ana Letícia perto da cidade dela (Roccasecca) e fomos juntos para uma praia meio perto, chamada Giotto. Eu fui com ela no Cinque Cento branquinho que ela alugou e os 3 Morettis foram no Volvo. Foi uma típica viagem de carro, com música, fotos da estrada, GPS que a gente desobedece e tudo mais.
    Chegando lá na praia, sentamos num restaurantezinho e posso dizer que passamos quase o dia inteiro almoçando. A moça que atendeu a gente estava numa lerdeeeeezaaaa... Eu pedi uma porção de camarão frito que demorou muitos milênios e nem esatava gostosa; uma água natural que veio com gás; e um sorvete de menta que parecia um trident mascado líquido. Mas nada disso me abalou porque a gente estava numa praia super gostosa do Mar Tirreno com uma água linda, flores coloridas e guarda-sóis listrados de azul marinho e branco.
    Depois do almoço milenar, fomos tomar sol e dormir na praia, praticando com perfeição o dolce far niente. O mar estava gelado demais, então eu bem me estiquei na cama e fiquei tomando sol - e dormindo deliciosamente. No fim da tarde, meus pais quiseram ir embora e a Analê convidou eu e o Marcelo para dormirmos na casa dela em Roccasecca e voltarmos para Roma de trem amanhã de manhã. E obviamente, nós viemos. Pegamos umas estradinhas bem bonitas pra chegar até aqui. No caminho, paramos numa farmácia para comprar escovas de dente e soro para lente de contato, que eu consegui pedir através da universal linguagem da mímica e umas poucas palavras arranhadas de italiano. Chegando em Roccasecca deixamos as mochilas na casa dela e fomos andando até o alto da montanha de Roccasecca, onde tem as ruínas do Castelo D'Aquino. Subimos escada que não acabava mais e, quando chegamos quase lá em cima, o caminho das escadas acabou e o castelo estava fechado. QUE BOM, NÉ. Mas, de qualquer forma, não tinha muito o que ver mesmo. Estava tudo em ruínas, não tinha muito pedaço inteiro. O mais legal foi o caminho, que estava cheio de animais selvagens (lê-se calangos, grilos e caracóis) e plantas exóticas (lê-se uma versão gigante daquelas brancas de assoprar, que eu precisei chacoalhar histericamente para fazer as fadinhas voarem, porque não bastou soprar delicadamente, como aparenta na foto singela que o Marcelo tirou de mim), tinha uma vista linda da cidade e nos fez passar por uma igreja com cara de mal-assombrada que conseguimos dar uma fuçada.
    Descemos o morro todo de volta e viemos pegar o carro aqui na casa da Analê para ir no centrinho da cidade tirar dinheiro e tomar gelatto no The Brothers (lê-se DE BRÓÓDERS), que é o point da cidade: uma lanchonete na frente de um coreto. Fim.  Porque, na boa, a cidade não tem mais nada. A Lê vai precisar de muuuita criatividade para arrumar o que fazer aqui sozinha durante 1 mês. Com certeza vai ser um período de intensa reflexão e auto-conhecimento. Num lugar lindo, com vilarejos bucólicos em que as casas têm jardineiras floridas nas janelas e há gatos nas ruas.
    Viemos para casa manggiare pizza e pasta preparadas pela chef Ana Letícia, vindas diretamente das embalagens de comida pronta do supermercado, e ficamos papeando na mesa sobre lembranças engraçadas da Austrália, viagens, truques de mágica e gatos, enquanto comíamos chocolate e tomávamos (bom, eles tomavam) vinho e comíamos (bom, eu comia) chocolate. Agora, todos já nos recolhemos e os dois já pegaram no sono. E é bom eu ir também porque o trem sai cedo amanhã e eu preciso de energia (que, no caso, vai-me ser dada em forma de café) para passar meu último dia na Itália.
    Baci a tutti! Buonanotte!

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