segunda-feira, 24 de junho de 2013

Domenica, 23 giugno

Buona sera, amici brasiliani!
Estamos em Roma! Eeeee! Chegamos no aeroporto ontem bem atrasados e fizemos tudo correndo, mas deu tempo de embarcar bonitinho. Mamãe e papai foram juntos lá na frente e eu e o Marcelo juntos lá atrás. Nunca dormi tanto num vôo, porque nunca peguei um avião tão cansada. Basicamente, eu não fiz nada além de dormir e comer. Não li nenhum livro, não escrevi no diário, não assisti nenhum filme e nenhuma série. Encostei o travesseiro no ombro do Marcelo e capotei. Acordei com torcicolo e mudei pra posição sala-de-aula (deitar com a cabeça na mesinha). Acordei com dor nas costas e voltei pro ombro do Marcelo. Assim foram as 12 horas. Só na última meia hora, depois do café da manhã (no qual eu tive a infeliz ideia de experimentar suco de tomate) que eu joguei um pacman tabajara, que eram neandertais fugindo de mamutes. Chegando em Paris, fizemos a conexão meio corrida porque só tínhamos 1h20 e tivemos que voltar um montão para pegar o cartão de embarque e só tinham 2 pessoas atendendo na fila gigantesca da polícia federal. Enfins, conseguimos pegar o voo para Roma a tempo e cá estamos! :D
Chegamos no aeroporto (onde as staffs andavam de patinete! He.)e fomos pegar o carro na Hertz. Como não tinha o carro que a gente tinha pedido, que era grande e tals, eles deram um outro mais bacanudo pelo mesmo preço. Só que esse bacanudo era um Volvo, cujo porta-malas é do tamanho da pia da minha cozinha. Dito isto, Marcelo e io fomos de pernas de índio e costas de corcunda de Notre Damme no banco de trás junto com duas malas, uma mochila, uma bolsa e muitos casacos.
Passamos por ruas bonitas e arborizadas e pra qualquer lado que olhássemos tinha alguma construção enorme e monumental com cara de 3000 anos de história, mas não passamos pelos pontos turísticos mais reconhecíveis. Nos perdemos um pouco, mas nada preocupante já que - como lembrou o Marcelo - "todos os caminhos levam a Roma".  Tivemos que parar para pedir informação mais de uma vez (viva a mamãe poliglota!), porque o nosso hotel chama Galles e nos quarteirões vizinhos tem um hotel Galle e um hotel Principe Galles. Sabe? Podiam dar uma facilitada!
Chegamos no hotel, fizemos check-in e fomos para o quarto, que tem paredes verdes fofinhas, móveis de madeira e um mezanino, onde ficam as camas onde eu e o Marcelo vamos dormir. E onde dormimos a tarde inteira. Meus pais também deram uma cochilada, mas umas 18h acordaram com a ligação da nossa vizinha avisando que a Makali tinha fugido. Ligaram para a Nacraudia, a heroína dos cães, e ela vai ficar com a cachorrinha na casa dela até a gente voltar pra que isso não se repita. Papai e mamãe acordaram a gente e fomos todos andar pelas ruas e tomar gelatto! Estava um tempo delicioso, daquele que não é nem frio, nem aquele calor insuportável, é um calorzinho gostoso de começo de noite. Primeiro, fomos na estação de metrô gigantona que tem aqui perto, a Termino, para comprar um guia da cidade. E, BITCHES. O que reza a lenda é absoluta verdade: QUANTO. HOMEM. BONITO. Sério. Me apaixonei pelo menos umas 5 vezes nesse passeiozinho. O cara da banca tinha um olho tão verde e tão lindo! Dio santo! Marcelo e eu já combinamos de ir pra night algum dia porque, sabe, não dá pra ir embora sem tirar uma casquinha. E também porque vai ser divertido encher a cara com o fratello na Itália.
Comprado o guia, passamos por um parque, onde tinha um monumento rodeado por centenas de gatos, que pareceram ter surgido só para dar sentido ao nome deste blog. Só dos que eu consegui ver, contei 16. De todas as cores e tamanhos! Voltamos, então, para nossa empreitada em busca da gelatteria Fasso. O povo dava altas buzinadas nas ruas em pleno domingo, todas as instruções que recebemos foram muito vagas e mal explicadas e, quando chegamos na gelatteria, a fila para pedir o sorvete era um amontoado de gente igual bar de balada, o que prova verdadeira mais uma das encantadoras famas da Itália: a baderna. Em desacato à nutricionista, comi uma casquinha com duas bolonas de gelatto de menta e chocolate. E depois da sobremesa, fomos procurar um lugar pra jantar.
Pegamos o metrô e descemos perto de uma barraquinha de roupas, que tinha uns vestidos, umas batas e umas calças saruel lindas, que mamma e io precisamos revisitar sem os homens para conseguir ver as coisas direito. Quando começou a anoitecer, umas 21h, paramos num restaurante de pizzas e massas, brindamos um vinho e comemos nossos macarrões ao som de um sanfonista tocando a música do poderoso chefão e a tarantela. Sem espaço na barriga para sobremesas, pedimos a conta para o italiano gordão que falava com tanta intensidade que parecia estar xingando a gente o tempo todo e voltamos para o hotel. Como a internet é paga, cada um só pode usar 15 minutos por dia (O QUE É ÓÓÓTIMO! Sem ironia nenhuma). Então, todo mundo já capotou (depois da máxima do meu pai: “Marcelo e Marina, não desçam aqui no meio da noite porque eu e a mamãe estamos no clima apaixonado de Roma” ÉCAT!). Só sobrei eu, escritora oficial de diários de bordo.
Va benne. Vou dormir também. Buonanotte!

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