domingo, 30 de junho de 2013

Sabato, 29 giugno

    Eis que se foi nosso último dia em RÓMA. De manhã, Marcelo, Ana Letícia e io acordamos, fomos pra stazione, compramos os bilhetes e ficamos papeando enquanto tomávamos café. O trem chegou de repente e a gente teve que sair correndo (por cima dos trilhos) para pega-lo a tempo. Com isso, mal dos despedimos da Analê e de Roccasecca e voltamos para Roma.
    O trem não era uma maria fumaça toda clássica. Era bem modernete com bancos de plástico azuis, duros e ruins para dormir, ma va benne. Chegando aqui, descemos na estação Termini e viemos andando para o hotel. 10 minutos depois que a gente chegou, mamma e papà chegaram do hospital e, depois de darmos uma enrolada preguicenta (e de uma briguinha básica cujo tema foi o cabelo do Marcelo e como ele não sabe cuidar), saímos de casa para ir às compras. 
    Pegamos o metrô (dentro do qual eu fui estuprada com os olhos por um cara horroroso, que ficava me secando pegajosamente e murmurando alguma coisa que eu não entendi e fingi que não vi) até um bairro chamado Trastevere, onde esperávamos encontrar vários camelôs e lojas baratas e muitos restaurantes bacanudos, mas estava tudo fechado porque hoje é feriado ¬¬ Só tinha uma meia dúzia de barraquinhas na rua principal, onde eu comprei um vestido e uma calça e a mamãe comprou um casaquinho. A essa altura, os homens já estava de saco cheio, a mamãe decepcionada e eu cansada (só que é aquele cansaço de viagem, que não te permite descansar por causa da obrigação de aproveitar a viagem: "Deixa pra dormir quando voltar para São Paulo" é o que dizem os turistas com olheiras e pés doloridos.). Então, nós fomos todos para a ilha do rio, torcendo para que a sorveteria estivesse aberta. E ESTAVA :D Tomei o sorvete de pistacchio delicioso que o Marcelo tinha pedido da outra vez e um outro que eu não sei do que era, meio rosa, com gosto de flor e cravo. Meio estranho, mas combinou com o de pistache.
   Depois do gelatto para esfriar a cabeça, nos dividimos em meninos e meninas. Eles foram pro hotel e eu e a mamãe fomos pra Rua del Corso, onde tem tutti as lojas de marca e os camelôs juntos. Andamos, andamos, andamos e vimos milhares de coisas lindas muito acima do nosso orçamento. Até que achamos uma lojinha de sapatos bacana a barata, onde eu comprei um mocassim e a mamãe comprou uma sandália gladiador. Bom, na prática, ela comprou os dois para nós duas.
    Feito isso, já desiludidas com os preços das coisas e com as pernas doloridas, nos demos por satisfeitas e decidimos voltar para o hotel. Mas eu não resisti a parar numa última loja com cara de Marina, chamada Brandy Melville, uma espécie de M / Forever 21 versão italiana. A loja era o máximo e tudo que ela vendia era o máximo e, se eu recebesse em euro (bom, se eu recebesse at all), as coisas nem seriam tão caras. Mas como não é o caso, eu me contentei em comprar uma faixa de cabelo (daquelas legais com arame) preta de bolinhas brancas por 3 euros. Viver é caro, minha gente. Viver é muito caro.
    Paramos para comer no McDonalds (ai, tinha que ser ¬¬) e fomos embora. Chegando no hotel, eu e o Marcelo demos uma cochilada enquanto minha mãe e meu pai terminavam de arrumar as malas. Folgados somos, eu sei. Mas, em minha defesa, minha mala já estava arrumadinha - simplesmente porque eu a mantive assim. Fomos acordados às 21h para ir jantar. Fomos os quatro num restaurante aqui perto do hotel aonde já tínhamos ido outras vezes, que tem um garçom simpático que chama Elvis e fala um pouco de português. Toda vez que ele falava "prego" (o que era comum, já que eles usam "prego" para tudo e eu cheguei à conclusão de que o significado é o que você quiser), fazia a mesma piadinha "prego, martelo, parafuso..." Mas como ele é italiano, era sempre engraçadinho.
    Depois da janta, voltamos para o hotel e finalizamos as malas. Agora vamos dormire perche amanhã vamos sair cedinho pra chegar cedo no aeroporto e ter tempo de fazer tudo com calma, sem correr como loucos que nem na ida.
   E como despedida da Itália, fica aqui uma piadinha: Quando o telefone chegou na Itália e foram ensinar os italianos a usa-lo, disseram "Com uma mão, você disca e com a outra você segura o telefone". E a resposta do ragazzo indignado foi: "E com que mão que eu parlo??"

      Ciao. Prego.

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