Hoje de manhã,
nós acordamos, tomamos café da manhã no hotel – com direito a todas as delícias
que isso implica –, pegamos o carro e fomos descobrir como chega no hospital
onde o papai vai fazer hemodiálise. Não descobrimos catzo nenhum porque nos
perdemos milhares de vezes e acabamos fazendo um caminho sem sentido. Chegando
lá, falamos com a simpática Dona Margheritta e confirmamos tudo para amanhã.
Paramos num café bacaninha e, na volta, prestamos mais atenção no caminho e erramos
menos – mas ainda é uma luta andar pelas ruas sem faixa dessa cidade, onde os
carros estacionam em fila dupla sem medo de ser feliz.
Voltamos pro
hotel pra deixar o carro e pegamos o metrô para LO COLOSSEO! Comemos gelatto na
estação, ao lado de um restaurante cujo cardápio tinha na capa a foto de um
gladiador comendo spaghetti, e passamos por várias bancas que vendiam escudos e
capacetes romanos. Aí então, entramos na fila para o Coliseu. Não estava tãããoo
grande assim e tinha vários atrativos que nos impediram de ficar entediados: o
próprio coliseu, porque a fila já era meio que dentro dele; duas brasileiras
simpáticas que compartilharam com a gente a desaprovação pelo japonês folgado
que tentou ser malandro e furar fila na nossa frente; e uma menina espanhola
linda de morrer. Sério. Uma das mulheres mais bonitas que eu já vi na vida.
Compramos os
ingressos e fomos seguindo uma guia italiana que falava inglês DAQUÉLE JEITÓÓ!!
Ela falou várias coisas interessantes: que as lutas lá dentro eram ou de gladiadores
profissionais ou de condenados fugindo de leões (ou tigres ou ursos ou
elefantes ou qualquer animal feroz trazido de qualquer parte do Império
Romano); que o chão era de arena (“areia” em italiano) e daí veio o nome deste
formato; que as pessoas sentavam nas arquibancadas em separação de classe e
gênero e mais umas curiosidades e tals. Mas, enfim, o lugar é
impressionantemente grande e bonito! É muito muito legal mesmo. E, de lá, dá
pra ver mais um monte de ruínas que tem em volta. Mas, eu já nem sei o que
significam todas elas. Todo lugar que você olha nessa cidade tem alguma coisa
grande e velha. Não dá nem pra saber o que é importante e o que não é.
Visto o
Coliseu, fomos andando pra Fontana de Trevi, a famosa fonte onde você joga
moeda pra garantir que vai voltar a Roma. E não tinha nada de bonito, poético e
tranquilo. Era um mar de turistas com uma fonte no meio. Puta pé no saco! É um
parto para encontrar um cantinho onde a foto saia boa. E o Marcelo tacou a
moeda dele em alguém porque, sabe, tinha umas 31973184981046019 pessoas entre
ele e a água.
Depois da
Fontana de Trevi, comemos umas pizzas num restaurantezinha com mesas na
calçada, numa das vielas típicas de paralelepípedo e prédios antigos salmão e
amarelos e seguimos para a Piazza Navoni, onde tinha mais uns monumentos e
fontes grandes e velhos e um monte de barraquinha com gente vendendo coisinhas
e desenhos. O sol estava se pondo, então a luz estava linda. Tudo poético e
romântico, com mesinhas de restaurantes pelas calçadas. Iludida pelo clima
apaixonante de Roma – e porque eu sou bem tonta e sempre caio nessas coisas –
eu resolvi que queria fazer uma caricatura da família. Sentamos lá os quatro na
primeira barraquinha que vimos e o cara nos desenhou. Foi caro e ficou péssimo.
Como sempre. Nunca fiz uma caricatura boa na vida. Nunca fica parecido e eu
sempre acabo tentando de novo achando que dessa vez vai dar certo. Além disso,
os italianos são tão simpáticos! E ficam olhando com aquela cara de cachorrinho
pra você comprar o que eles estão vendendo. É difícil dizer não!
Saindo da
Piazza Navona, pegamos um ônibus até o metrô e de lá, voltamos para o hotel. Quando
estávamos quase aqui, eu recebi a ligação inusitadíssima da senhora Letícia
Frstr, que só queria mandar um beijo e me deixar confusa. Deixamos as coisas
aqui e fomos jantar num restaurante todo italianão na rua do lado. Italianão na
comida, apenas, porque o garçom era um egípcio mulherengo e o que tocava era
música de balada americana. Mas a comida foi a melhor até o momento. Pedi um
risoto 4 formaggio, que estava bem bom.
Exaustos
estamos, pois já são mais de 23h e andamos para catzo o dia inteiro. Então vou dormire.
Buonanotte!
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