terça-feira, 25 de junho de 2013

Lunedi, 24 giugno

Hoje de manhã, nós acordamos, tomamos café da manhã no hotel – com direito a todas as delícias que isso implica –, pegamos o carro e fomos descobrir como chega no hospital onde o papai vai fazer hemodiálise. Não descobrimos catzo nenhum porque nos perdemos milhares de vezes e acabamos fazendo um caminho sem sentido. Chegando lá, falamos com a simpática Dona Margheritta e confirmamos tudo para amanhã. Paramos num café bacaninha e, na volta, prestamos mais atenção no caminho e erramos menos – mas ainda é uma luta andar pelas ruas sem faixa dessa cidade, onde os carros estacionam em fila dupla sem medo de ser feliz.
Voltamos pro hotel pra deixar o carro e pegamos o metrô para LO COLOSSEO! Comemos gelatto na estação, ao lado de um restaurante cujo cardápio tinha na capa a foto de um gladiador comendo spaghetti, e passamos por várias bancas que vendiam escudos e capacetes romanos. Aí então, entramos na fila para o Coliseu. Não estava tãããoo grande assim e tinha vários atrativos que nos impediram de ficar entediados: o próprio coliseu, porque a fila já era meio que dentro dele; duas brasileiras simpáticas que compartilharam com a gente a desaprovação pelo japonês folgado que tentou ser malandro e furar fila na nossa frente; e uma menina espanhola linda de morrer. Sério. Uma das mulheres mais bonitas que eu já vi na vida.
Compramos os ingressos e fomos seguindo uma guia italiana que falava inglês DAQUÉLE JEITÓÓ!! Ela falou várias coisas interessantes: que as lutas lá dentro eram ou de gladiadores profissionais ou de condenados fugindo de leões (ou tigres ou ursos ou elefantes ou qualquer animal feroz trazido de qualquer parte do Império Romano); que o chão era de arena (“areia” em italiano) e daí veio o nome deste formato; que as pessoas sentavam nas arquibancadas em separação de classe e gênero e mais umas curiosidades e tals. Mas, enfim, o lugar é impressionantemente grande e bonito! É muito muito legal mesmo. E, de lá, dá pra ver mais um monte de ruínas que tem em volta. Mas, eu já nem sei o que significam todas elas. Todo lugar que você olha nessa cidade tem alguma coisa grande e velha. Não dá nem pra saber o que é importante e o que não é.
Visto o Coliseu, fomos andando pra Fontana de Trevi, a famosa fonte onde você joga moeda pra garantir que vai voltar a Roma. E não tinha nada de bonito, poético e tranquilo. Era um mar de turistas com uma fonte no meio. Puta pé no saco! É um parto para encontrar um cantinho onde a foto saia boa. E o Marcelo tacou a moeda dele em alguém porque, sabe, tinha umas 31973184981046019 pessoas entre ele e a água.
Depois da Fontana de Trevi, comemos umas pizzas num restaurantezinha com mesas na calçada, numa das vielas típicas de paralelepípedo e prédios antigos salmão e amarelos e seguimos para a Piazza Navoni, onde tinha mais uns monumentos e fontes grandes e velhos e um monte de barraquinha com gente vendendo coisinhas e desenhos. O sol estava se pondo, então a luz estava linda. Tudo poético e romântico, com mesinhas de restaurantes pelas calçadas. Iludida pelo clima apaixonante de Roma – e porque eu sou bem tonta e sempre caio nessas coisas – eu resolvi que queria fazer uma caricatura da família. Sentamos lá os quatro na primeira barraquinha que vimos e o cara nos desenhou. Foi caro e ficou péssimo. Como sempre. Nunca fiz uma caricatura boa na vida. Nunca fica parecido e eu sempre acabo tentando de novo achando que dessa vez vai dar certo. Além disso, os italianos são tão simpáticos! E ficam olhando com aquela cara de cachorrinho pra você comprar o que eles estão vendendo. É difícil dizer não!
Saindo da Piazza Navona, pegamos um ônibus até o metrô e de lá, voltamos para o hotel. Quando estávamos quase aqui, eu recebi a ligação inusitadíssima da senhora Letícia Frstr, que só queria mandar um beijo e me deixar confusa. Deixamos as coisas aqui e fomos jantar num restaurante todo italianão na rua do lado. Italianão na comida, apenas, porque o garçom era um egípcio mulherengo e o que tocava era música de balada americana. Mas a comida foi a melhor até o momento. Pedi um risoto 4 formaggio, que estava bem bom.

Exaustos estamos, pois já são mais de 23h e andamos para catzo o dia inteiro. Então vou dormire. Buonanotte!

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