Acordei belamente com a luz do sol alemão entrando pela janela, antes mesmo do despertador tocar (o que foi LINDO, porque eu odeio ser acordada com despertador e fazia muuuuito tempo que eu não acordava por conta própria). Desci para o banheiro (que é vermelho e lindo e tem o chão aque-fucking-cido!) e tomei banho com sabonete líquido. O da pia. Que estava lá para as pessoas lavarem as mãos com ele. E eu usei pro corpo todo e o cabelo. À essa altura, meu caro leitor já deve ter deduzido que as malas ainda não haviam chegado.
Linda e cheirosa, com as roupas fedidas que usei ontem o dia inteiro, fui pra cozinha tomar café da manhã. Eles tinham preparado um banquete pra gente! Com várias geleias, nutella, manteiga, ovo quente, croissant, suco, café, tudo maravilha de jesus! Comi infinitos. Depois, o Wolfgang me chamou e me deu uma caixinha de cartões que ele fez para mim com fotos de pichações de Roma! Olha que fofo!
Então, o Wolfgang levou a gente pra dar uma passeada de carro pelas redondezas. Passamos por estradinhas rodeadas por mato e geradores eólicos, paramos em um castelo (bom, o Wolfgang chamou de castelo, mas parecia só uma casa grande de tijolos marrons à la Alemanha), numa ponte que passava por cima do rio da cidade e ficava no meio da floresta, no jardim de um casarão de descendentes da família real e em duas igrejas protestantes (é bem mais simples que a Católica, sem todos aqueles arabescos e coisas caras e rebuscadas. Acho isso bem mais certo, pra falar a verdade). Tirei um monte de foto e senti que está rolando uma evolução na minha capacidade fotográfica. Eu já consigo manipular melhor os elementos pra foto sair do jeito que eu quero, que nem sempre é o que o fotômetro indica. To orgulhosinha :D
O Max ligou avisando que as malas tinham chegado e nós viemos para casa pega-lo para irmos almoçar. Então nos dividimos em 2 carros de novo: jovens no Volvo vermelho 1992 roots e mais velhos no Volvo preto modernão e bonitão. Comemos num restaurante que fica numa vila próxima a Holligge, que servia comida típica da região. Comi (bagarai) uma carne que eles chamavam de salsicha "desmontada" mas parecia carne moída e vinha com batata assada. E no compartimento secreto do estômago reservado para a sobremesa, coloquei um Crème Brulée.
Demos uma andada por essa vila, que tinha umas lojinhas bacanas e casas lindas com janelas coloridas, flores e bicicletas. Depoishen disso, a gente foi no museu do Otto Whatever, um pintor alemão que fazia uns quadros bem bonitos de paisagens da região. Uma parte do museu tinha unas cadernos onde ele fazia desenhos a lápis e a nanquin e eu percebi que eu realmente fico maravilhada com essas coisas. Quero muito aprender a desenhar!
Não satisfeitos, fomos para o shopping center da cidade. Eu e os meninos vimos roupas enquanto minha mãe e os homens viram coisas para a casa. Não compramos nada porque tudo estava caro. E voltamos pra casa, onde tomamos champagne (Dio Santo! To bebendo de tutti aqui! Muito chique o negócio) e distribuímos presentes: havainas, paçoquinha, pé-de-moleque, castanha-de-caju, e essas brasileirices :) Aí então, fomos jantar e eu me senti a frescona da gringa. Eu sou super tranquila pra comer, comi de tudo e tals. Mas eles conseguiram me servir em um dia todas as únicas coisas que eu não gosto: sopa, azeitona, água com gás e picles. E um dos queijos, que eu resolvi experimentar e tinha gosto de vômito. Aí eu recusei/deixei comida no prato e fiquei com mó vergonhashein mimimi...
Enfins, ao final do jantar, enquanto comíamos chocolate Gulyver, o Wolfgang começou a falar sobre a nossa ida a Berlim. Eu já tava toda empolgadona quando meu pai começou a falar que é longe demais e pipipi e popopó e que a gente podia ir pra algum lugar mais perto, tipo Hamburgo. Hunf. Queria ir pra Berlim. Não que eu saiba o que teria pra fazer lá além de ver os pedaços que sobraram do muro. Mas queria. Em face do meu descontentamento, a fofa da Catrin ficou tentando me convencer de que Hamburgo é mais legal que Berlim. De fato, parece bem bonito pelas fotos que eu vi. Mas, mimimi, capital.
Oh well, não seja mimada, Marina. Durma e aproveite os campos alemães pela manhã. Gutte Nacht ;)
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