O relato de
hoje começa na madrugada, que foi interrompida mais de uma vez por ligações da
ADT (empresa de segurança que cuida dos alarmes lá de casa) dizendo que o
alarme tinha disparado na sala. Ficamos preocupados, mas imaginamos que fosse o
gato. CATZO, KATZEN! Lanjal, seu inconveniente. Falamos, então, com a nossa heroína Ana
Claudia e mais tarde ela foi verificar a casa e viu que estava tudo bem e devia
ter sido só o gato mesmo.
Às 6h, meus
pais acordaram e foram para o hospital, onde meu pai fez sua hemodiálise muito
bem sucedida com a Dona Margheritta. Às 8h, eu e o Marcelo levantamos e nos
arrumamos para ir andar de vespa! Fomos de metrô até o lugar que aluga e
pegamos uma motinho por 4 horas. Chegamos lá achando que íamos junto com um
grupo fazer um tour pela cidade e tal e qual não foi nossa surpresa quando o
cara entregou na nossa mão a chave, um par de capacetes e um mapa da cidade e
disse “Ciao!” Aceito o desafio, partimos pela cidade. Como já era de se
esperar, erramos o caminho uma infinidade de vezes, mas a maioria das vezes em
pequena proporção. Nesse meio tempo, nós: passamos pelo Coliseu pelo menos umas
7 vezes; passamos pela Via Appia Antica, que depois minha mãe falou que é a
estrada mais antiga do mundo; nos perdemos e pedimos informação para soldados italianos (que de contradisseram nas informações quando um deles falou durante uns 5 minutos em italiano para explicar o caminho e a tradução do outro para nós foi: "lá.") fomos nas catacumbas, ao lado de um campo florido
a-la-noviça-rebelde, onde fomos guiados por um indiano católico que falava inglês
e nos mostrou todos os túmulos dos católicos que lá foram enterrados; tivemos a
moto batida por uma mulher que deixou o carro escorregar para trás na hora de
dar partida; fomos no Circo Masssimo, um campo gigante com um pinheiro no meio,
que costumava ser um espaço de festas e desfiles na Roma Antiga; caímos de moto (Isso mesmo. Caímos. No chão e tal. A moto derrapou numa curva. Mas estávamos bem devagarinho e não pegou nada. Minha perna deu uma torcida que doeu um pouco na hora - e da qual eu devia ter me aproveitado para fingir um desmaio na hora que passou um italiano todo gracinha perguntando se estava tudo bem -, mas logo passou. Nós subimos de volta na Vespa e lasciaremo),
atravessamos o rio e passamos na frente do Castelo de San’Angello.
Depois de
devolver a moto, encontramos com o mamma e babo na estação de metrô e fomos
almoçar num restaurante bem gracinha que tinha ali por perto. Dessa vez eu pedi
spaghetti e estava bem bom. O Marcelo pediu uma lasanha que estava MOLTO BUONNA!
A melhor que eu já comi, ouso dizer. Depois do almoço, fomos até o Treatro di
Marcelo. Nem sabíamos direito o que era, mas sabíamos que era um teatro e que o
nome era Marcelo. Demos uma fuçada no guia e descobrimos que era um teatro de
arena, que existia antes do Coliseu e no qual ele foi inspirado. Na verdade,
nem tinha como entrar no teatro, mas foi bonito olhar por fora.
Seguimos então
para a Isola, uma ilha no meio do rio, onde tinha a sorveteria mais deliciosa
onde nós já fomos até agora. Comi uns sorvetes de nozes e canela que estava
MARAVILHA DE JESUS! E o Marcelo pediu um
de pistache que MEEEU DEUUUS! Seguimos então para o Castelo de Sant’Angello,
porque todos queríamos entrar, mas as coisas eram tão longe, tem tão pouco
metrô aqui e a gente estava andando tão devagar que só conseguimos chegar lá às
19h e o Castelo já estava fechado. Mas estávamos todos cansados demais para
lamentar tanto assim.
Voltamos a
andar até chegar no metrô e viemos para o hotel. Tomamos banho (e qual não foi minha surpresa ao ficar nua e notar que fiquei que nem um pimentão, com a marca da camiseta porque fiquei andando de moto das 10h às 14h sem protetor solar!) e nos recompusemos.
Aí então, Marcelo e eu fomos encontrar com a Senhora Ana Letícia, personagem
recorrente de meus blogs, amiga brasileira que conheci na Austrália e está
morando na Itália até que consiga seu passaporte europeu para ir morar na
Noruega com seu namorado, Simen, que conheceu numa das noites em que fomos
gandaiar em Sidney. Nós três pegamos o metrô para o Hard Rock Café Roma (pronunciado corretamente como RÁRDE RÓQUE RÓMA), que o
senhor meu irmão queria porque queria conhecer. Tomamos uns bons drinks, servidos por um garçom que era una grazzinha e
comemos umas boas bruschettas e petisquinhos americanos fritos e foi bem
divertido. Amanhã vamos para a Toscana e a Analê vai cunóis. Agora vou dormire
perché já é 1h34 da mattinata e a gente pretende sair de Roma às 7h30.
Ciao!
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