Hoje foi dia de mais uma viagem dentro da viagem! Fomos todos para Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha. Saímos daqui umas 9h30 e chegamos lá quase às 11h. Dessa vez foi todo mundo (menos a Catrin, que estava trabalhando)! Chegando lá, demos uma passeada por um bairro chique, algo tipo os Jardins, onde só tinha casarão: tanto novo, todo modernete e quadradão, quanto antigo, todo clássico. Depois disso, paramos o carro e fomos até o porto da cidade fazer um passeio de barco. O barco passou pelo porto todo e o guia ficou fazendo vários barulhos no microfone enquanto a gente passava na frente das coisas. Vimos uns navios cargueiros gigantescos e os super guindastes que colocavam os containers neles, o prédio wanna be Opera House que está sendo construído pra ópera da Hamburgo, os depósitos antigos onde ficam armazenadas as mercadorias, e um navio que leva pra China os restos de carros que são reciclados e vendidos como novos carros.
Depois do tour, a gente foi almoçar num restaurante de peixe e frutos do mar e pedimos uma porção de peixe frito que vinha acompanhada de batata (purê, souté e assada) e molho tártaro. Tava MÓ BOM! E de sobremesa pedi Apfelstrüdel que, ao contrário do que todos pensam no Brasil, é um prato austríaco e os alemães nem acham muita graça. Depois do almoço, a gente foi numa catedral (também protestante), que tinha uma torre onde dava para subir para observar a cidade. Os pais não quiseram subir. As mães foram de elevador. E as crianças subiram de escada. POOORRAAA! Foram muitos e muitos degraus! Deu pra cansar, viu? Lá em cima tinha uma vista bem bonita, mas o dia estava meio nublado =/ Mesmo assim foi bonito ver a represa e o porto e tudo mais. Descemos de elevador porque o Marcelo ficou meio sem ar com a subida e demos uma olhada na igreja lá embaixo, na parte do altar mesmo.
Passeamos por umas lojinhas de souvenirs ao redor da igreja e depois nos dividimos em três grupos: Marcelo e Max foram numa casa mal assombrada esquema parque de diversões, mamãe, papai e Gretel foram andar pela cidade e ver lojas e eu e o Wolfgang fomos no museu, onde estava tendo uma exposição de fotografia do Steve McCurry (aquele da foto da mulher de burca que ficou capa da National Geoographic). Adorei a exposição! Acho que nunca fiquei tão genuinamente interessada num museu. As fotos são todas lindas, com cores bonitas e jogo de foco. E são fotos com significado, que emocionam de verdade! Ele fotografa os países que estão em guerra, não no campo de batalha, mas nos arredores. Gostei muitão.
Depois, a gente deu uma olhada nas outras exposições do museu: roupas, pinturas chinesas e cafonices (Sim. Uma exposição de coisas cafonas. Hahaha! Nunca vi tanta coisa feia na vida!) e foi se encontrar com o resto do povo. Os pais voltaram para casa e eu, o Marcelo e o Max fomos para o Hard Rock Café Hamburgo. Comemos e bebemos e eles ficaram contando como foi na casa mal assombrada e me mostraram as fotos que tiraram lá. Ficaram bem engraçadas! Depois da janta, fomos nos encontrar com o David (amigo do Max) e a namorada dele (Anna, eu acho) para irmos pra night. E foi aí que eu lembrei quão mulambenta eu estava. Meu cabelo já estava vencendo o prazo de validade e eu estava com roupa de andar na cidade, não de paquerar alemães. Oh well.
Nossa primeira parada foi num bar que ficava na beirada do porto e tinha areia no chão, bem wanna be quiosque de praia. Todo mundo tomou cerveja e eu um coquetel de cranberry vodka (1). Ficamos lá um tempinho e seguimos para a rua badalada, onde ficam todos os bares, baladas, strip clubs, puteiros, bares gays e tudo mais. Paramos para o David e a Anna comerem e todos bebermos cerveja (2), o Marcelo e o Max foram na rua proibida para mulheres (o que eu achei uma grande discriminação com as gays), onde as prostitutas ficam sentadas nas vitrines, chamando os caras para entrar e depois todos fomos para o Barbara Bar. Tomamos cervejas (3) e eles quatro jogaram pebolim enquanto eu fotografava, porque, né, esportes. O bar estava mega vazio (não sabemos direito porquê), então fomos procurar outro. Essa (e muitas outras) que é a vantagem de não precisar pagar pra entrar! Ficamos pulando de bar em bar a noite toda!
O segundo bar era meio baladinha e estava bem mais animado! Tomei uma caipirinha (4) que estava gostosa, mas bem mais fraca que a brasileira e um coquetel chamado Mogli (5). Enquanto isso, os alemães tomando uma cerveja atrás da outra (o Max já tinha parado, porque ia dirigir na volta, né?). Eles estão de parabéns, viu? Estão comprovando sua fama. Como bebe esse povo! Eles oferecem coisa pra gente beber o tempo todo! E não estou me referindo só ao álcool, mas à capacidade de ingerir líquido mesmo. E, mano. Eu não sei o que acontece aqui na Europa! O organismo funciona diferente, não é possível. Eu não fiquei nada bêbada, nem o Marcelo! E a gastrite da minha mãe não atacou na Itália, mesmo ela comendo molho de tomate e tomando vinho todo dia!
Enfins, depois desse bar/baladinha, a gente voltou pro Barbara Bar, que já estava bem mais animado e tocava músicas legais. Ficamos lá um tempo, mas o pessoal quis sair porque estava muito cheio. Nisso, o David e a Anna já queriam ir embora. Eu, o Marcelo e o Max demos mais uma andada, mas acabamos indo embora também, para a decepção do Marcelo, que foi embora sem pegar uma alemãzinha (apesar do David e do Max terem dito que seria muito fácil para ele, porque ser brasileiro bastava). Ainda estava cedo (era tipo 1h) e, nesse aspecto, os brasileiros são bem mais festeiros. Mas achei perfeitamente compreensível porque o Max ainda teve que dirigir mais de uma hora na estrada pra voltar pra casa.
Chegamos agora e o céu está maravilhoso! Sem nuvem nenhuma e super estrelado! Vi uma estrela cadente e fiz um pedido :D Enfins, agora vou dormir bem quentinha com aquecedor ligado porque tá um puta frio (em escala brasileira) lá fora. Küsse!
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