quinta-feira, 4 de julho de 2013

Donnerstag, 4 Juli

   Hoje foi dia de hemodiálise de novo e, como combinado, eu, o Marcelo, o Max e a minha mãe fomos para Hannover! Foi mais de 1 hora de estrada e eu não vi a que velocidade o Max chegou dessa vez. Chegando lá, a primeira coisa que fizemos foi ver o muro! É um pedaço do muro que eles pegaram de Berlim, levaram para lá e colocaram uma plaquinha para virar monumento. Uma vez tocado e fotografado, o muro ficou para trás e nós seguimos a vida para uma loja de música, onde o Marcelo e o Max ficaram horas surtando (contidamente, como todo bom roqueiro cabeludo) com os CDs, DVDs, LPs e posters. Eu e minha mãe ficamos lá um tempo e depois fomos passear pelas outras lojinhas da rua.
    Depois de vermos todas as lojas e de eu e o Marcelo brigarmos por causa da estupidez dele com a minha pessoa, nós fomos para o Town Hall, um prédio bonito de 100 anos, que é tipo a prefeitura da cidade. Lá dentro tinha umas maquetes da cidade de Hannover em 1690, quando era só um vilarejzinho, em 1939, logo antes da guerra, em 1945, logo depois da guerra e atualmente. Mó legal! Ficamos tirando foto e comparando os prédios. Depois, subimos (com um elevador que tinha o teto e o chão de vidro e subia na diagonal!!) até a torre altona do prédio, de onde dá pra ver a cidade toda. Essas coisas sempre são legais! E tinha crianças fofas e loiras para me alegrar, enquanto eu me preocupava em não fazer contato visual com o Marcelo.
    Saímos então de Haannover e viemos para Walsrode comer kebap (é tipo um churrasco grego, só que mais elaborado e infinitamente mais higiênico que os de São Paulo). Estava gostoso, mas descobri que também não sou muito fã de repolho em grande quantidade. Passamos no supermercado, deixamos as compras em casa e minha mãe no museu de Walsrode, onde ela se encontrou com o Wolfgang e o meu pai, que foram para lá depois da visita à fábrica de Mercedes, que fizeram saindo da hemodiálise. Meu pai contou que a maior parte do processo é feita por robôs e é tudo perfeitamente sincronizado e eles produzem 377 carros por turno (cada dia tem 3 turnos). E tem todo um serviço para confortar o cliente, enquanto ele espera seu carro ficar pronto.
    Enquanto eles visitavam o museu, eu, o Max e o Marcelo buscamos a Johanna (prima do Max) e fomos andar de caiaque. Não sei porque eu insisto nesses esportes aquáticos (não sei porque eu insisto em qualquer esporte, na verdade). Fiquei ensopada e o Marcelo ficou me dando mais patadas, às quais eu tive vontade de responder com remadas. No queixo. Mas, enfim, não foi tão ruim assim. A gente acabou pegando o jeito, mas eu fiquei bem molhada.
    Depois da caiacada, deixamos a Johanna em casa e viemos para cá. Eu fui direto pro chuveiro porque estava morrendo de frio com aquela roupa encharcada. Depois do banho, eu e o Marcelo brigamos pela terceira vez, eu saí pra andar com a minha mãe e reclamar dele e voltei para jantar (e tive que sorrir e fingir que estava tudo bem pra não ficar climão). Comemos salada, batatas e uma carne maluca que tinha tipo uma gelatina (sem sabor, just so you know) no meio. De sobremesa, morangos (deliciosos) colhidos pela Gretel naquela manhã. E depois saímos todos para andar pela vila até o rio, no anoitecer das 22h. Dessa vez a Catrin e a Gretel foram junto, porque elas já tinham voltado do trabalho. Foi legal, gosto delas :) A Gretel é fofinha, mas não fala quase nada de inglês e a Catrin é toda cosmopolita jovial. Vimos veados, lesmas e morcegos. To adorando essa vida de não-cidade-grande-e-turística-cheia-de-brasileiros-e-vendedores-ambulantes!
    Depois de mais uma leva de cervejas (e vinho! Tomei um vinho que gostei! MILAGRE! Um vinho branco alemão bem gostosinho!), estamos todos indo dormir. Beijos para os brasileiros e boa noite!

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